“Agora a coisa vai”
Ouviu-se um militar
dizendo “agora a coisa vai” após o AI-5. O que foi o AI-5? Porque falaram isto após o AI-5? Vejamos a seguir.
O AI-5
é nome popular do Ato Inconstitucional numero 5, que foi nada mais, nada menos
do que o Ato constitucional mais forte do país. De acordo com ele o Presidente
da republica podia tirar o poder da Câmara de Vereadores do congresso nacional
e das Assembléias Legislativas e só devolver quando tivesse vontade. O Ato
teve o cuidado de colocar a dimensão econômica como um dos dados mais
importantes da questão.
E
o Presidente Costa e Silva, que tanto insistiu na integridade da Constituição
em vigor, se curvou aos argumentos em torno dos quais os militares se uniram: a
Revolução estava a caminho da autodestruição; com o AI-5, forte apenas por
precaução. o regime não será afetado, já que as medidas excepcionais só serão
aplicadas se forem inevitáveis; e, finalmente, agora a Revolução tem em suas
mãos todos os poderes para a sua realização. O dia 13 de dezembro, para os
militares, passa a constituir o Ano Zero da Revolução. "Agora a coisa
vai" - disse um deles.
Ele disse isto, porque, achou que o
Brasil melhoraria com o AI-5. Os militares não eram uma classe heterogenia. O exército dividia-se em 3
grupos distintos: os da Legalidade (o que eram contra o Golpe),
os da Sorbonne (cujo maior representante era o Castelo
Branco) e os da Linha Dura, que entraram no poder depois de 68
e impuseram o AI-5.
Os Linha Dura tinham como o maior representante o general Costa
e Silva e em sua maioria, eram de patentes médias. Já os da Sorbonne representavam a elite
intelectual dos Militares, a maioria foi estudar na Escola
Superior de Guerra e tinham altas patentes. Eles governaram até 68 e
depois voltaram ao poder para fazer a reabertura do regime
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