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domingo, 25 de novembro de 2012

AI-5


“Agora a coisa vai”

         Ouviu-se um militar dizendo “agora a coisa vai” após o AI-5. O que foi o AI-5?  Porque falaram isto após o AI-5? Vejamos a seguir.
              O AI-5 é nome popular do Ato Inconstitucional numero 5, que foi nada mais, nada menos do que o Ato constitucional mais forte do país. De acordo com ele o Presidente da republica podia tirar o poder da Câmara de Vereadores do congresso nacional e das Assembléias Legislativas e só devolver quando tivesse vontade. O Ato teve o cuidado de colocar a dimensão econômica como um dos dados mais importantes da questão.
              E o Presidente Costa e Silva, que tanto insistiu na integridade da Constituição em vigor, se curvou aos argumentos em torno dos quais os militares se uniram: a Revolução estava a caminho da autodestruição; com o AI-5, forte apenas por precaução. o regime não será afetado, já que as medidas excepcionais só serão aplicadas se forem inevitáveis; e, finalmente, agora a Revolução tem em suas mãos todos os poderes para a sua realização. O dia 13 de dezembro, para os militares, passa a constituir o Ano Zero da Revolução. "Agora a coisa vai" - disse um deles.
         Ele disse isto, porque, achou que o Brasil melhoraria com o AI-5. Os militares não eram uma classe heterogenia. O exército dividia-se em 3 grupos distintos: os da Legalidade (o que eram contra o Golpe), os da Sorbonne (cujo maior representante era o Castelo Branco) e os da Linha Dura, que entraram no poder depois de 68 e impuseram o AI-5.
                  Os Linha Dura tinham como o maior representante o general Costa e Silva e em sua maioria, eram de patentes médias. Já os da Sorbonne representavam a elite intelectual dos Militares, a maioria foi estudar na Escola Superior de Guerra e tinham altas patentes. Eles governaram até 68 e depois voltaram ao poder para fazer a reabertura do regime

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